Quando a ação não combina com o discurso.

 

Durante muitos anos a segurança do trabalho fez o sentido inverso alcançando poucos resultados. Enquanto profissionais de SST batalham para conscientizar o “chão de fábrica”, os supervisores e cargos de altas gerências fazem seus discursos nas reuniões de CIPA, SIPAT e outros.  A maioria com grande poder de oratória, fala muito bonito, porém, na prática, a ação é totalmente distorcida e é muito comum encontrarmos essas pessoas “passeando” pelas áreas produtivas sem fazer uso dos EPI’s obrigatórios. 
 
Não estou generalizando, mas isso é um fato que infelizmente ainda acontece frequentemente nas indústrias. A impressão que se tem é que essas pessoas se sentem protegidas apenas pelo seu alto posto no organograma da empresa. 
 
A grande verdade está nas palavras dos próprios trabalhadores: __Por que você não vai falar para o fulano usar os EPI’s? E nesse caso, mesmo com todo o jogo de cintura que o profissional de SST possa ter, ainda fica muito difícil explicar uma situação dessa. 
 
Se as empresas querem realmente diminuir os acidentes de trabalho, então os profissionais da alta gerência tem que ser os primeiros a vestir a camisa da prevenção e fazer com que suas ações passem a combinar com seus discursos. 
 
O exemplo tem que vir de cima. Assim ficará muito mais fácil para o pessoal da prevenção trabalhar e conscientizar os trabalhadores. 

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Darcy Mendes Darcy Mendes (772 Posts)

Técnico em Segurança do Trabalho, graduado em Gestão Ambiental e especialização em Prevenção e Combate a Incêndio. Nas horas vagas sou músico e professor de violino!!!


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