Vagas para técnico de segurança do trabalho

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Ainda há vagas para técnico de segurança do trabalho

Fiz uma pesquisa rápida apenas pela internet em busca de vagas para técnico de segurança do trabalho e constatei que ainda há muitas vagas. A reclamação geral é que as exigências são muitas e uma que incomoda bastante os recém formados está relacionado à experiência profissional.

Veja algumas dicas para se conseguir um emprego:

Vagas para técnico de segurança do trabalhoRESULTADO DA PESQUISA

Como pude observar, ainda há muitas vagas espalhadas pelas diversas regiões do Brasil. Em três sites pesquisados, passou de 130 vagas apenas no mês de maio. Os salários variam de R$1.000,00 para estagiários até R$3.500,00 para profissionais formados.

Segundo o site de empregos Vagas.com, as vagas publicadas no site têm o menor salário de R$1.859,00 e o maior em R$3.212,00. A média salarial está em R$2.564,00.

TÉCNICOS FORMADOS x VAGAS

Segundo a FENATEST  são 330 mil profissionais formados e devidamente registrados.

De acordo com o site Empresometro o Brasil possui 16.896.969 empresas ativas (matrizes e filiais). Desse total, 14.813.562 são MPEs.

Fazendo uma conta rápida e extraindo as MPEs (apesar de existem pequenas empresas que também precisam de técnico, de acordo com a NR4), temos 2.083.407 empresas que deveriam ter ao menos um técnico de segurança.

Seguindo esse raciocínio temos um déficit de 1.753.407 Técnico de segurança para cobrir as necessidades de atendimento à legislação pelas empresas. Lembrando que estou falando de apenas um TST por empresa, porém sabemos que são muitas que precisam de mais profissionais para atender o quadro I e II  da NR4.

CONCLUSÃO

Pelas informações levantadas acima, podemos confirmar que realmente deveria haver muitos anúncios de vagas para Técnico de Segurança do trabalho.

No entanto, se os números informados nos sites estiverem corretos, deveríamos ter muito mais vagas em aberto.

É interessante lembrar um comentário feito por um de meus professores quando eu estava ainda estudando (isso em 1992), de que apenas 1% das empresas que deveriam ter técnico de segurança do trabalho em seu quadro, efetivamente o tinham.

Parece que, 24 anos depois, a situação não mudou muita coisa e ainda existem muitas empresas que não cumprem a legislação. Pelo menos é o que mostra os números!

Procedimento para içamento de cargas

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Como elaborar um procedimento para içamento de cargas

Neste artigo vamos abordar um assunto muito importante em nossa área: procedimento para içamento de cargas. O ideal é escrever um procedimento geral sobre cargas suspensas e procedimentos operacionais para cada tipo de içamento: com guindaste, grua, munk, ponte rolante, etc.

O procedimento que vamos tratar está relacionado a içamento com munck, guindaste ou ponte rolante. ATENÇÃO: Este é apenas um modelo que pode e deve ser adaptado às condições que você tem em sua empresa. A formatação fica por sua conta!!

Materiais que podem ajudar

Check list para caminhão munck

Uso correto de lingas e correntes

Vamos ao trabalho!!!

ETAPA 1

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Relacione em seu procedimento todos os EPIs que serão obrigatórios para a atividade. Reserve um campo para os EPIs específicos. Você poderá colocar uma descrição da função do EPI.

Neste exemplo os EPIs serão:

BÁSICOS:

Capacete com jugular: Para mitigar / atenuar o potencial de risco de incidentes com ferimentos / escoriações em casos de bater contra estruturas ou quedas de materiais protege contra respingos de líquidos quentes corrosivos químicos;

Calçado de Segurança com biqueira: Proteção dos pés do usuário contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos, contra agentes abrasivos e escoriantes e contra umidades provenientes de operações.

Óculos de proteção: Protegem os olhos contra ferimentos provenientes de impactos de partículas, materiais pontiagudos, poeiras e respingos químicos, evitar contato das lentes sobre superfícies abrasivas.

Protetor auricular tipo plug ou concha: Para mitigar / atenuar o potencial de risco voltado a perdas auditivas e demais patologias ou sintomas que podem acompanhar tais perdas;

Luvas de Lona- Protege as mãos contra agentes mecânicos.

ESPECÍFICOS:

Luvas de raspa de couro: Protege as mãos contra agentes mecânicos e térmicos.

Creme protetor: Para mitigar/ atenuar o potencial de risco de incidentes de irritação dermal por névoa de produtos químicos, óleos e graxa.

ETAPA 2

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

Descreva aqui todos os materiais e equipamentos que serão utilizados na atividade.

Materiais de sinalização: Fitas zebradas, cones, telas, barreiras físicas; etc

Equipamentos e dispositivos: Cintas, correntes, patolas, cabos de aço, laços, anilhas, olhal, balancim, lingas, levantador magnético, garras de elevação, cordas, etc

ETAPA 3

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

Realizar reunião de pré-trabalho com todos os envolvidos (executantes, supervisores da área, etc).

ETAPA 4

Descrição detalhada das fases da operação; fatores de risco, risco, consequência e medidas de controle.

4.1 Locomover-se até o local da atividade de içamento.

Fatores de risco:

Veículos; Piso irregular.

Risco:

Atropelamento, Queda de mesmo nível, Atingido por, Contato com, Bater contra, Pisar em falso.

Consequência:

Fratura, escoriações, traumatismos, torções, fatalidade.

Medidas de controle:

Estar atento na movimentação de veículos e equipamentos móveis, Utilizar caminhos preferenciais, Utilizar corrimãos ao subir e descer escadas, etc. (coloque outros controles que achar necessário).

4.2 Passar o acessório (cinta, corrente, cabo de aço, etc) na peça / equipamento a ser içado e realizar o içamento.

Fatores de risco:

Acessório de içamento, Movimentação de carga suspensa, Espaço de trabalho, Arranjo físico, Obstáculo, Piso irregular, Veículo, Peça, Subir/descer, etc.

Risco:

Queda de materiais/peça, Colisão, Prensamento, Posição antiergonômica, Contato com, Atingido por, Bater contra, Queda de mesmo nível, Atropelamento, Esmagamento, Abalroamento, etc.

Consequência:

Fratura, escoriações, traumatismos, torções, lombalgia, fatalidade.

Medidas de controle:

Somente pessoas treinadas e capacitas podem operar equipamentos de içamento de carga, fazer inspeção de pré uso no equipamento de içamento, fazer check list para acessórios de içamento, acionar sinal sonoro para alertar os demais empregados, não passar com o gancho da ponte (mesmo sem carga) sobre pessoas, não se posicionar ou passar  sob a carga suspensa, não manipular a carga com as mãos (fazer uso de equipamentos ou corda para guiar/posicionar a carga), evitar colocar as mãos em ponto de pensamento, fazer a comunicação por sinais para efetuar o içamento do equipamento (carga), atenção para não bater a carga em estruturas, vigas, equipamentos energizados e instalações elétricas, não subir na carga, não exceder a carga máxima do equipamento, transportar a carga o mais baixo possível, para içamento de carga crítica é obrigatório elaborar o Plano de Rigging,etc.

4.3 Estacionar o equipamento de içamento (descreva qual equipamento), sinalizar a área e descarregar a carga.

Fatores de risco:

Acessório de içamento, Movimentação de carga suspensa, Espaço de trabalho, Arranjo físico, Obstáculo, Piso irregular, Veículo, Peça, Subir/descer, etc.

Risco:

Queda de materiais/peça, Colisão, Prensamento, Posição Contato com, Atingido por, Bater contra, Queda de mesmo nível, Atropelamento, Esmagamento, Abalroamento, etc.

Consequência:

Fratura, escoriações, traumatismos, torções, lombalgia, fatalidade.

Medidas de controle:

Somente pessoas treinadas e capacitas podem operar equipamentos de içamento de carga, fazer inspeção de pré uso no equipamento de içamento, fazer check list para acessórios de içamento, acionar sinal sonoro para alertar os demais empregados, não passar com o gancho da ponte (mesmo sem carga) sobre pessoas, não se posicionar ou passar  sob a carga suspensa, não manipular a carga com as mãos (fazer uso de equipamentos ou corda para guiar/posicionar a carga), evitar colocar as mãos em ponto de pensamento, fazer a comunicação por sinais para efetuar o içamento do equipamento (carga), atenção para não bater a carga em estruturas, vigas, equipamentos energizados e instalações elétricas, não subir na carga, não exceder a carga máxima do equipamento, transportar a carga o mais baixo possível, para içamento de carga crítica é obrigatório elaborar o Plano de Rigging,etc.

ETAPA 5

MEIO AMBIENTE

Fatores de risco:

Por exemplo: Caminhão munk ou guindaste

Risco:

Emissão de fumaça preta

Consequência:

Contaminação do ar

Medidas de controle:

Realizar medição de fumaça preta nos veículos antes de iniciar a atividade.

ETAPA 6

Resultados esperados:

Içamento e transporte de cargas sem ocorrência de incidente ou acidente.

ETAPA 7

Itens para correção imediata (vou colocar apenas um item, mas pode haver outros)

Anomalia:

Ruptura do acessório de içamento

Possíveis Causas:

Fadiga ou mal uso do acessório

Soluções:

Troca do acessório e proceder a investigação das causas da ocorrência.

CONCLUSÃO

Este é um modelo básico de Procedimento Operacional para içamento de cargas e pode ser melhorado de várias formas:

– Formatação em planilhas ou tabelas;

– Fazer uso de imagens para o passo a passo, etc;

É importante lembrar que toda elaboração de procedimento deve obrigatoriamente contar com a participação dos executantes da atividade.

Espero que tenham gostado!

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Técnico em Segurança do Trabalho

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O novo perfil do Técnico em segurança do trabalho

Não é novidade para ninguém de que o perfil do Técnico em segurança do trabalho exigido pelo mercado, mudou muito nos últimos anos. Entretanto, ainda encontramos colegas de profissão que não se enquadraram nesse novo perfil.

Neste artigo veremos o que mudou e porque ainda temos técnicos (ainda que sejam poucos), que permanecem com posturas mal vistas pelas empresas.

Técnico em segurança do trabalhoFISCAL DO TRABALHO

A posição do técnico de segurança do trabalho em relação aos trabalhadores, sempre foi o de “fiscal”, prevalecendo sempre sua palavra como especialista, quando o assunto era regras de segurança. Essa situação que perdurou por muito tempo, não era pela postura do Técnico em si, mas sim, pelas exigências e responsabilidades impostas aos profissionais que atuavam nas indústrias: Se tudo estava bem, ninguém se lembrava do pessoal do SESMT, mas se algo acontecia – “culpa da segurança que não fez nada”.

Isso era típico (ou ainda é) das empresas que possuem sua cultura de segurança na fase reativa: toda a responsabilidade pela segurança é do pessoal do SESMT. Nesta fase o Técnico em Segurança do Trabalho tendem a ser fiscais ou “técnico policial”, como era conhecido no passado. É claro que o Técnico de Segurança tem que ter postura firme quando o desvio acontece, mas é só com o evento e não com as pessoas.

PERFIL DO TÉCNICO X EVOLUÇÃO DA SEGURANÇA

As empresas que possuem uma boa estrutura em relação à segurança, saúde e meio ambiente, tendem a ter uma cultura de segurança mais evoluída. Sendo assim, a equipe de segurança tem seus objetivos focados, principalmente, na assessoria do que no trabalho braçal. Por essa ótica, percebemos que o perfil do Técnico de Segurança tem que mudar também, ou então estará fadado ao desemprego.

Então o que fazer para ser um bom Técnico?

Vejas essas dicas:

Dez dicas para ser um Técnico de Segurança de sucesso

Como ser um bom Técnico em Segurança do Trabalho

Perceba que, quanto mais evoluída a cultura de segurança de uma empresa, menos o Técnico de Segurança do trabalho se envolverá em questões de resolução simples de problemas, tais como:

  • Levantamento e solução de problemas rotineiros;
  • Registro e tratativa de desvios pessoais;
  • Treinamentos de segurança nas operações;
  • Construção de procedimentos operacionais com a inclusão de itens de segurança; etc.

Nos itens acima citados, dificilmente o Técnico estará envolvido diretamente, ou seja, a equipe operacional fará todo esse trabalho.

O Técnico de Segurança por sua vez, estará acompanhando todo o processo através de levantamentos estatísticos, revisão de procedimentos, auxílio técnico na solução dos desvios levantados, etc. Isso é o que chamamos de assessoria.

Obviamente que o Técnico participará de inspeções da área operacional, mas nesse momento será apenas um membro da equipe voltado para o registro (fotográfico ou em papel) dos itens encontrados. Deixando toda a responsabilidade da inspeção para a equipe operacional, bem como a elaboração dos planos de ações execução.

O controle das ferramentas de segurança também deve ser da área operacional, ficando a cargo do Técnico a compilação dos dados para serem apresentados em possíveis reuniões de Diretoria.

Notadamente já percebemos que o perfil do Técnico mudou muito em relação às rotinas antes empregadas em nosso dia-a-dia. Contudo, não podemos esquecer que ainda temos muitas empresas com um nível cultural de segurança muito baixo e, nesses casos, cabe ao técnico trabalhar para que chegue o momento em que ele seja apenas um assessor também.

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Segurança do trabalho x Segurança patrimonial

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Você sabe me dizer a diferença entre Segurança do Trabalho e Segurança patrimonial?

Calma pessoal! Não fiquei louco, não! 

Todos nós (prevencionistas) sabemos muito bem a diferença entre Segurança do trabalho e Segurança patrimonial, mas convenhamos, tem um monte de gente que não sabe!segurança do trabalho x segurança patrimonial

Sabe quando alguém pergunta o que você faz e aí você responde: __Sou técnico de segurança!

O cara vai logo complementando:

__Nossa! Eu tenho um parente que também é guarda (ou vigia)!

Já percebeu que o assunto de hoje é só para descontrair, né?!!

Pois é!!

Pior é quando você resolve terminar a nomenclatura da profissão: 

__Não, não! Eu sou Técnico de Segurança do Trabalho! Aí a coisa se complica, porque a próxima pergunta é:

__E o que faz um Técnico de Segurança do Trabalho? É melhor ter uma boa resposta, pois a pessoa pode não entender e aí você terá que explicar nos míiiiinimos detalhes!

Bem, se você está lendo este texto e também não sabe, então eu recomendo a leitura do texto abaixo (mesmo que saiba, pode ler também, pois é bem interessante):

O QUE O PESSOAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO FAZ?

Na verdade, existe uma ligação entre as duas áreas e tem muitos técnicos que também respondem pela área de segurança patrimonial. Não vejo nenhum problema nisso, desde que não interfira nas atividades como Técnico de segurança.

Nossa profissão é realmente diferenciada e nos proporciona momentos difíceis de enfrentarmos, mas por outro lado, não são poucas as vezes em que nos divertimos fazendo aquilo que gostamos, devido às situações por quais passamos. 

É por essas e outras que já estou a quase vinte e oito anos nessa área e ainda não me cansei. Não existe rotina em nossa área. Cada dia é uma coisa diferente.

Bem, por hoje é só! Qualquer dia escrevo sobre algumas situações inusitadas que passei em minha carreira!

Só para constar: eu também tenho curso de Supervisor de Segurança Patrimonial!!

Depois de assistir o video abaixo e vajam o quão difícil pode ser a vida de um vigilante!

Abraços!!

Calculando o custo de um acidente – baixe a planilha

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Veja como calcular o custo de um acidente

Calcular o custo de um acidente não é nenhum bicho de sete cabeças, mas pode ser muito trabalho.  As variáveis diferem de um caso para outro e isso torna o processo um tanto moroso. No entanto, é possível fazer um cálculo simples em questões de minutos. Para isso, basta apenas lançar alguns dados em uma planilha previamente preparada e num piscar de olhos, temos o custo calculado.

Para quem tem custo de um acidenteinteresse em se aprofundar no assunto, eu recomento a leitura desse artigo:

O custo dos acidentes e doenças do trabalho no Brasil

Você também pode baixar a apostila:

Estimar o custo dos acidentes e problemas de saúde relacionados com o trabalho 

A planilha que estou disponibilizando é bem simples e pode ser adaptada à sua necessidade!

BAIXE A PLANILHA PARA CÁLCULO DE CUSTO DE UM ACIDENTE

Download grátis

Se você quiser aprender como fazer os cálculos, então leia o texto anexo, clicando AQUI.